[Especial Shoujo] – Shoujo-ai

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Olá galerinha, como vão?

Continuando com o Especial sobre Shoujo, hoje vamos falar de um gênero que, apesar de não ser muito famoso no Brasil, tem fãs por todos os lados: o Shoujo-ai.

História

O Shoujo-ai consiste na relação amorosa entre duas mulheres/meninas/garotas/etc, e teve seu início bem parecido com o do Shonen-ai ou Yaoi: as primeiras publicações eram apenas doujinshi (história paralelas a outras, sendo estas sátiras ou uma história independente. Veja no nosso glossário). O shoujo-ai é uma “subdivisão” do Yuri (que significa “lírio” em japonês. O termo foi adotado após a adoção do termo “yurizoku” – Tribo das Lírios – para denominar a comunidade lésbica.

Além disso, vale dizer que, não só no Japão, mas em vários países orientais, a “amizade colorida” entre pessoas do mesmo sexo não sofre nenhum tipo de “barreira” religiosa, como sofre aqui no Ocidente. Deste modo, gêneros como Shoujo-ai ou Shonen-ai ganham uma enorme repercussão e aceitação nesses países, tendo até mesmo revistas especializadas nesse tipo de assunto.

As primeiras histórias Shoujo-ai/Yuri (década de 70) eram bem parecidas com as primeiras Shonen-ai: colégios internos, uma coisa mais “timidinha”, uma devoção extrema a pessoa admirada. Nesse caso, o shoujo-ai, até hoje, não tem muita admiração do público feminino (que se sente “ameaçado” ao dizer que gosta de algo desse gênero), sendo que a primeira revista desse gênero – a Yuri Shimai – foi lançado muito (MUITO) tempo depois da primeira revista shonen-ai – JUNE.

Capa da Yuri Shimai

Muitas vezes, esse fato de meninas não gostarem desse gênero pode ser explicado pela quantidade gigante de material erótico produzido POR HOMENS PARA HOMENS, o que acaba estereotipando – e muito –  as histórias Shoujo-ai/Yuri: peitudas que ficam se lambendo em todos os cantos e se colocando em situações humilhantes. Mas esse gênero não é nada disso, é claro que existem estereótipos do tipo “a menina que parece um menino (tomboy) que se apaixona pela meiguinha” ou coisa que o valha, mas o principal intuito deste gênero é apenas mostrar as relações amorosas entre meninas e a evolução destas para mulheres, não necessariamente com a presença do sexo.

Algumas séries

Uma das primeiras séries shoujo-ai de que se tem registro é a chamada “Hana Monogatari” (Lenda das Flores), da autora Yoshiya Nobuko. Depois desta, ainda vieram várias obras que inspiram histórias até hoje, tais como Oniisama E e Claudine (essa, mais trágica: a mulher, por ser lésbica, não consegue ser aceita e por isso se suicida) de Ryoko Ikeda etc.

Depois, ainda, vieram clássicos como Paros no Ken, Sailor Moon e o clássico dos clássicos dos clássicos dos clássicos do shoujo-ai: o Shoujo Kakumei Utena. Além disso, autores como a CLAMP (claro, SEMPRE a CLAMP) têm vááárias obras que possuem pelo menos algumas insinuações yuri/shoujo-ai, como Sakura Card Captors (Tomoyo/Sakura) e Myuki-chan in Wonderland (paródia de “Alice in Wonderland”).

Algumas séries deste gênero atuais são: Love Hina (não é tãããão yuri, tem apenas algumas insinuações), Negima!, Maria-sama ga Miteru, Kanamemo, Sasameki Koto, Strawberry Panic, NANA, Burst Angel, etc etc etc.

Veja mais aqui.

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Publicado em 5 de novembro de 2011, em Especial, Especial Shoujo. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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